22 Faz para si tapeçaria; de linho fino e de púrpura é a sua veste.
23 Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra.
24 Faz panos de linho fino, e vende-os, e dá cintas aos mercadores.
25 A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro.
26 Abre a boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.
27 Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça.
28 Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo:
29 Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior.
30 Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.
31 Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras.
Eclesiastes 1
Tudo É Vaidade
1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém:
2 Vaidade de vaidades! — diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.
3 Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?
4 Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
5 E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, de onde nasceu.
6 O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento e volta fazendo os seus circuitos.
7 Todos os ribeiros vão para o mar, e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir.
8 Todas essas coisas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir.
9 O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol.
10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
11 Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, nos que hão de vir depois.
A Vaidade da Sabedoria
12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
13 E apliquei o meu coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
14 Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
15 Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não pode ser calculado.
16 Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; na verdade, o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e a ciência.
17 E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras e vim a saber que também isso era aflição de espírito.
18 Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho.
Eclesiastes 2
A Vaidade da Autogratificação
1 Disse eu no meu coração: Ora, vem, eu te provarei com a alegria; portanto, goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
2 Do riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?
3 Busquei no meu coração como me daria ao vinho (regendo, porém, o meu coração com sabedoria) e como reteria a loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias de sua vida.
4 Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.
5 Fiz para mim hortas e jardins e plantei neles árvores de toda espécie de fruto.
6 Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.
7 Adquiri servos e servas e tive servos nascidos em casa; também tive grande possessão de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém.
8 Amontoei também para mim prata, e ouro, e joias de reis e das províncias; provi-me de cantores, e de cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, e de instrumentos de música de toda sorte.