12 Sou eu, porventura, o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda?
13 Dizendo eu: Consolar-me-á a minha cama, meu leito aliviará a minha ânsia!
14 Então, me espantas com sonhos e com visões me assombras;
15 pelo que a minha alma escolheria, antes, a estrangulação; e, antes, a morte do que estes meus ossos.
16 A minha vida abomino, pois não viverei para sempre; retira-te de mim, pois vaidade são os meus dias.
17 Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração,
18 e cada manhã o visites, e cada momento o proves?
19 Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula a minha saliva?
20 Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado?
21 E por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá.

Jó 8

Bildade Fala: Jó Deve Se Arrepender

1 Então, respondeu Bildade, o suíta, e disse:
2 Até quando falarás tais coisas, e as razões da tua boca serão qual vento impetuoso?
3 Porventura, perverteria Deus o direito, e perverteria o Todo-Poderoso a justiça?
4 Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou na mão da sua transgressão.
5 Mas, se tu de madrugada buscares a Deus e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia,
6 se fores puro e reto, certamente, logo despertará por ti e restaurará a morada da tua justiça.
7 O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, mas o teu último estado crescerá em extremo.
8 Porque, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas e prepara-te para a inquirição de seus pais.
9 Porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra.
10 Porventura, não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu coração não tirarão razões?
11 Porventura, sobe o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?
12 Estando ainda na sua verdura, e ainda não cortada, todavia, antes de qualquer outra erva, se seca.
13 Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do hipócrita perecerá.
14 A sua esperança fica frustrada, e a sua confiança será como a teia de aranha;
15 encostar-se-á à sua casa, e ela não se terá firme; ampará-la-á, e ela não ficará em pé;
16 está sumarento antes que venha o sol, e os seus renovos saem sobre o seu jardim;
17 as suas raízes se entrelaçam junto à fonte; para o pedregal atenta;
18 desaparecendo ele do seu lugar, negá-lo-á este, dizendo: Nunca te vi;
19 eis que este é alegria do seu caminho, e outros brotarão do pó.
20 Eis que Deus não rejeitará ao reto; nem toma pela mão aos malfeitores;
21 até que de riso te encha a boca, e os teus lábios, de louvor.
22 Teus aborrecedores se vestirão de confusão, e a tenda dos ímpios não existirá mais.

Jó 9

Jó Responde: Não Há Árbitro

1 Então, Jó respondeu e disse:
2 Na verdade sei que assim é; porque como se justificaria o homem para com Deus?
3 Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder.
4 Ele é sábio de coração, poderoso em forças; quem se endureceu contra ele e teve paz?
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